O que é samba-enredo?
A visita do Jacarezinho ao reino encantado de Maria Clara Machado responde.
Samba não é clichê de frase-feita, de falsa exaltação à escola, um tom grave como se o carnaval fosse uma religião. Carnaval é uma “festa pagã”, é uma brincadeira, é o próprio deus sarcástico que foi expulso do Olimpo. Os sambas de hoje querem colocar seus enredos e homenageados no paraíso mas esquecem que Momo foi expulso de lá. E na essência do carnaval, quais os versos e os refrões musicais que tínhamos nos cordões do início do século? A brincadeira, a gozação da vida, nunca em tom radical de pilhéria (havia um orgulho, uma densidade de não ser sério) mas jamais na naquilo como se o contar do samba fosse um hino
E por falar dessa visita, ninguém segura o Jacaré, tem poesia e samba no pé. Sou Jacarezinho e sou criança; eu me fantasio de criança e vou brincar no reino da Maria Clara. Eu não estou falando de uma criança, da Alice, que atrás do coelhinho apressado caiu no abismo e se perdeu, e descobre a realidade...a realidade da “desfantasia” ; eu sou a criança, sou, eu sou, eu sou, três vezes. E visito o mundo encantado. E na doce inspiração do poeta verdadeiro do carnaval, clareou, e como clareou Maria Clara Machado; eu não falo de alguém mas esse alguém clareia na minha imaginação. Meu coração é o relógio que bate tique-taque forte e logo sou recebido por bonecos engraçados. E sem qualquer coerência perturbadora dos que querem destruir a música, logo me encontro com o doutor que faz crescer no “lá vou eu pra conhecer” daquele jeito de criança que sai correndo “pra” brincar. Caio no samba com a bruxinha boa, dispenso a má, num “sai pra lá’, bem do jeito como gosto de falar, pois é carnaval e eu quero mesmo é saracutiar nesse refrão que lembra os dos antigos cordões do passado:
Vem brincar, bruxa boa
Sai pra lá, bruxa má
É carnaval
E eu quero é saracutear
Como és tão linda!
Como és formosa!
Olha os Destemidos
No galho da rosa.
Moreninha bela
Hei-de te amar
Sonhando contigo
Nas ondas do mar.
Tudo ocorre num passe de magia, sem explicação, porque poesia, música e samba são encantamento . Vou paro o outro mundo, o reino medieval, e ali estou dramatizando uma disputa com o dragão: quem vencer “leva” a filha do rei. E de mundo em mundo, agora estou no circo, que transborda alegria. O coração explode de emoção porque sem mais nem menos monto no cavalinho azul para investigar quem matou o leão. E o “mais malandro”, bons tempos, aqui é o camaleão. De repente, paro na Arca de Noé, não a verdadeira, séria e autodestruidora da consciência, mas a do sonho da música e do conto, por isso canto com todo força: “O dilúvio pode vir / Pois afinal sou Jacaré / Pego carona na arca de Noé”. Mal saí da Arca, nem me despedi e agora estou num duelo de bang-bang no faroeste de Tribobó, caramba, quem sacar primeiro levar a melhor. Nem preciso saber o que aconteceu, sei lá, estou vivo, mas vejo o fantasminha Pluft, pois estou na Sapucay, e tudo é possível no sem-nexo do carnaval e do samba. O samba é a incoerência mais bela e nobre da música. O carnaval é um remontar louco de coisas perdidas do inconsciente. Mas, infelizmente, Maria Clara Machado, quando voltar nos próximos sambas de carnaval vai me conduzir à ilusão pelo mundo da realidade.
A Visita do Jacarezinho Ao Reino Encantado de Maria Clara Machado
Sou Jacarezinho e sou criança
E visito o mundo encantado
De uma doce inspiração
Que clareou "Maria Clara Machado"
Tic-tac meu relógio bate forte
Sou recebido por bonecos engraçados
Lá vou eu pra conhecer
O doutor que faz crescer
Vem brincar bruxa boa
Sai pra lá bruxa má
É carnaval eu quero é saracotear
E num passe de magia... me encontrei
No reino medieval quem matar o dragão
Leva a filha do rei
O circo transborda alegria
Explode coração de emoção
Vou no cavalinho azul pra saber
Quem matou o leão
O mais malandro aqui é o camaleão
O dilúvio pode vir
Pois afinal sou Jacaré
Pego carona na arca de Noé
Quem sacar primeiro leva a melhor
Tem faroeste e bang-bang em Tribobó
Olha o Pluft aqui, olha o Pluft ali
Um fantasminha na Sapucaí
O samba do nosso enredo. O desfile de escola de samba como arte. Resgate dos sambas e desfiles antigos que não foram valorizados por uma visão pobre e parcial. O samba como alta cultura em contato com a crítica. Entrevistas para resgatar a imagem e a história de sambistas quase anônimos, por causa de um jornalismo voltado para o consumo sensacionalista. Livros qualificados sobre a arte do carnaval.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Refrões de Cordões - "a escolinha do compositor"
Oh! abre ala!
Que eu quero passá,
Estrela d'Arva
Do carnavá!
Há duas coisas
Que me faz chorá
É nó nas tripa
E batalhão navá!
Sou eu! Sou eu!
Sou eu que cheguei aqui
Sou eu Mina de Ouro
Trazendo-nos sobogari.
Como és tão linda!
Como és formosa!
Olha os Destemidos
No galho da rosa.
Moreninha bela
Hei-de te amar
Sonhando contigo
Nas ondas do mar.
A 21 de janeiro
O Aquidabã incendiou
Explodiu o paiol de pólvora
Com toda gente naufragou.
Os filhinhos choram
Pelos pais queridos.
As viúvas soluçam
Pelos seus maridos.
Corremos, corremos.
Povo brasileiro
Para salvar do Aquidabã
Os patriotas marinheiros.
Estes são refrões dos antigos Cordões do início do século XX, que desfilavam nas ruas do Centro do Rio. O que eles tem em comum entre si e com os sambas-enredos, principalmente os grupo de acesso? Você seria capaz de musicá-los? Como ficariam, com que tipo de sambas pareceriam?
Que eu quero passá,
Estrela d'Arva
Do carnavá!
Há duas coisas
Que me faz chorá
É nó nas tripa
E batalhão navá!
Sou eu! Sou eu!
Sou eu que cheguei aqui
Sou eu Mina de Ouro
Trazendo-nos sobogari.
Como és tão linda!
Como és formosa!
Olha os Destemidos
No galho da rosa.
Moreninha bela
Hei-de te amar
Sonhando contigo
Nas ondas do mar.
A 21 de janeiro
O Aquidabã incendiou
Explodiu o paiol de pólvora
Com toda gente naufragou.
Os filhinhos choram
Pelos pais queridos.
As viúvas soluçam
Pelos seus maridos.
Corremos, corremos.
Povo brasileiro
Para salvar do Aquidabã
Os patriotas marinheiros.
Estes são refrões dos antigos Cordões do início do século XX, que desfilavam nas ruas do Centro do Rio. O que eles tem em comum entre si e com os sambas-enredos, principalmente os grupo de acesso? Você seria capaz de musicá-los? Como ficariam, com que tipo de sambas pareceriam?
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A linguagem pode refletir o carnaval como se fosse um desenho?
Era em plena Rua do Ouvidor. Não se podia andar. A multidão apertava-se, sufocada. Havia sujeitos congestos, forçando a passagem com os cotovelos, mulheres afogueadas, crianças a gritar, tipos que berravam pilhérias. A pletora da alegria punha desvarios em todas as faces. Era provável que do Largo de São Francisco à Rua Direita dançassem vinte cordões e quarenta grupos, rufassem duzentos tambores, zabumbassem cem bombos, gritassem cinquenta mil pessoas. A rua convulsionava-se como se fosse fender, rebentar de luxúria e de barulho. A atmosfera pesava como chumbo. No alto, arcos de gás besuntavam de uma luz de açafrão as fachadas dos prédios. Nos estabelecimentos comerciais, nas redações dos jornais, as lâmpadas elétricas despejavam sobre a multidão uma luz ácida e galvânica, que enlividescia e parecia convulsionar os movimentos da turba, sob o panejamento multicolor das bandeiras que adejavam sob o esfarelar constante dos confetti, que, como um irisamento do ar, caíam, voavam, rodopiavam. Essa iluminação violenta era ainda aquecida pelos braços de luz auer, pelas vermelhidões de incêndio e as súbitas explosões azuis e verdes dos fogos de Bengala; era como que arrepiada pela corrida diabólica e incessante dos archotes e das pequenas lâmpadas portáteis. Serpentinas riscavam o ar; homens passavam empapados d’água, cheios de confetti; mulheres de chapéu de papel curvavam as nucas à etila dos lança-perfumes, frases rugiam cabeludas, entre gargalhadas, risos, berros, uivos, guinchos. Um cheiro estranho, misto de perfume barato, fartum , poeira, álcool, aquecia ainda mais o baixo instinto de promiscuidade. A rua personalizava-se, tornava-se uma e parecia, toda ela policromada de serpentinas e confetti, arlequinar o pincho da loucura e do deboche. Nós íamos indo, eu e o meu amigo, nesse pandemônio. Atrás de nós, sem colarinho, de pijama, bufando, um grupo de rapazes acadêmicos, futuros diplomatas e futuras glórias nacionais, berrava furioso a cantiga do dia, essas cantigas que só aparecem no Carnaval:
Há duas coisa
Que me faz chorá
É nó nas tripa
E bataião navá! 1
No texto de João, todas as imagens se dão em parte e há ainda uma intenção concreta de transmitir uma realidade completa. O narrador, que parte a explicitar o lugar, uma característica literária brasileira de regionalizar o ambiente – aqui, o urbano carioca – , deixa guiar-se pelo recorte da fotografia da indeterminação quando passa aos foliões: “Era provável que do Largo de S. Francisco à Rua Direita... rufassem duzentos tambores, zabumbassem cem bombos,...”. Bombos e tamborins, expressos com a materialidade da palavra; pessoas, muito indeterminados pelo quantitativo das cinquenta mil. Outro detalhe desta frase é o agrupamento das coisas às pessoas, dando a compreensão que se conflui como a mesma coisa num mesmo nível conceitual. As pessoas se cortam com as coisas e que não se mostra a integral expressão de si, mas em parte com a parte das coisas: “...zabumbassem cem bombos , gritassem cinqüenta mil pessoas.” Percebemos como da língua imposta ao escritor, retira-se a fantasmagoria de um novo léxico, um estilo, a partir de todo o confluir de sintaxe e palavras na esfera de uma narração de carnaval:
Sabe-se que a língua é um corpo de prescrições e hábitos, comum a todos os escritores de uma época. Isso que a língua é como uma Natureza que passa inteiramente através da palavra do escritor, sem, no entanto, dar-lhe nenhuma forma, sem sequer alimentá-la: é como um círculo abstrato de verdades, fora do qual somente começa a se depositar a densidade de um verbo solitário. (...) O escritor nada retira dela, literalmente: a língua é antes para ele como uma linha cuja transgressão designará talvez uma sobrenatureza da linguagem: é a área de uma ação, a definição e a espera de um possível. (...) A língua está pois aquém da Literatura. O estilo está quase além: imagens, um fluir, um léxico nascem do corpo e do passado do escritor e se tornam, pouco a pouco, os automatismos mesmos da sua arte.(Roland Barthes - O grau Zero da Escrita, p. 9 e 10).
Aqui se define o recôndito estilo do narrador, a organização das idéias a fluir pela sintaxe estável da língua. Outro fator que se acrescenta desta frase é a mescla da intenção do conteúdo que o narrador nos desvela com a sua forma, o primeiro sentido de metalinguagem: as cinqüenta mil pessoas que gritam não podem ser observadas aos olhos, mas através de uma dedução que não se deixa de fazer pelos olhos e até uma percepção dos ouvidos. Algo do narrador apenas sente a presença, um sentido do homem que observa, assim como os instrumentos são descritos em movimento sem as pessoas e estas, associadas a coisas na imagem por um paralelismo impróprio. Acrescenta-se a isso o artifício revisto em pessoas que gritam, descritas num único instante do seu ser. A narrativa termina por contemplar três dimensões: a participação do personagem-enunciador naquele ambiente do carnaval, a gramática e o estilo da enunciação.
(...)
A gramática reforça o sentido da parte de duas maneiras: primeiro, a ordem indireta, a ação carnavalesca toma a primazia na oração – o gritar- e depois, quem o faz, assim como o rufar dos tambores e o zabumbar dos bombos. Auxilia-nos outro detalhe à aplicação do estilo: no plano real, à vista do narrador-personagem, são os foliões que praticam o ato de tocar os instrumentos; as coisas não se tocam sozinhas; porém, no plano textual ocorre a ambiguidade de tambores e bombos serem sujeitos ou objetos de um sujeito indeterminado. Abarca-se a aplicação da literatura como ruptura entre o pensamento e a linguagem.
(...)
Os tambores e os bombos podem ser percebidos como sujeitos, pois os sons pertencem a eles. Zabumbar: “causar abalo ou perturbação dos sentidos (verbo intransitivo) e rufar; “produzir rufo (verbo intransitivo). Há um falso paralelismo na contradição de que as coisas (que no plano fantástico da linguagem podem ser agentes), pelo menos, não o podem junto às pessoas. Neste fazer literário, o narrador torna isto um fato um traço estrutural, na cadência da simetria. Por outro lado, na última oração, onde certamente as pessoas são sujeitas, por força de estilo há também um desnível, se nas antecedentes os sujeitos forem indeterminados. Tudo isto reproduz a magia do animismo, com o diferencial carnavalesco da interseção das coisas com as pessoas. No caminho extralingüístico notamos que a experiência do carnaval não se narra ou não se emprega sob a ótica do realismo comum, mas está de encontro a uma linguagem discursiva, natural, pois transforma a objetividade das coisas em realismo mágico.
(...)
Fragmento retirado da monografia "Interseções de frações na fantasia da literatura e do carnaval de um eu na multidão".
Há duas coisa
Que me faz chorá
É nó nas tripa
E bataião navá! 1
No texto de João, todas as imagens se dão em parte e há ainda uma intenção concreta de transmitir uma realidade completa. O narrador, que parte a explicitar o lugar, uma característica literária brasileira de regionalizar o ambiente – aqui, o urbano carioca – , deixa guiar-se pelo recorte da fotografia da indeterminação quando passa aos foliões: “Era provável que do Largo de S. Francisco à Rua Direita... rufassem duzentos tambores, zabumbassem cem bombos,...”. Bombos e tamborins, expressos com a materialidade da palavra; pessoas, muito indeterminados pelo quantitativo das cinquenta mil. Outro detalhe desta frase é o agrupamento das coisas às pessoas, dando a compreensão que se conflui como a mesma coisa num mesmo nível conceitual. As pessoas se cortam com as coisas e que não se mostra a integral expressão de si, mas em parte com a parte das coisas: “...zabumbassem cem bombos , gritassem cinqüenta mil pessoas.” Percebemos como da língua imposta ao escritor, retira-se a fantasmagoria de um novo léxico, um estilo, a partir de todo o confluir de sintaxe e palavras na esfera de uma narração de carnaval:
Sabe-se que a língua é um corpo de prescrições e hábitos, comum a todos os escritores de uma época. Isso que a língua é como uma Natureza que passa inteiramente através da palavra do escritor, sem, no entanto, dar-lhe nenhuma forma, sem sequer alimentá-la: é como um círculo abstrato de verdades, fora do qual somente começa a se depositar a densidade de um verbo solitário. (...) O escritor nada retira dela, literalmente: a língua é antes para ele como uma linha cuja transgressão designará talvez uma sobrenatureza da linguagem: é a área de uma ação, a definição e a espera de um possível. (...) A língua está pois aquém da Literatura. O estilo está quase além: imagens, um fluir, um léxico nascem do corpo e do passado do escritor e se tornam, pouco a pouco, os automatismos mesmos da sua arte.(Roland Barthes - O grau Zero da Escrita, p. 9 e 10).
Aqui se define o recôndito estilo do narrador, a organização das idéias a fluir pela sintaxe estável da língua. Outro fator que se acrescenta desta frase é a mescla da intenção do conteúdo que o narrador nos desvela com a sua forma, o primeiro sentido de metalinguagem: as cinqüenta mil pessoas que gritam não podem ser observadas aos olhos, mas através de uma dedução que não se deixa de fazer pelos olhos e até uma percepção dos ouvidos. Algo do narrador apenas sente a presença, um sentido do homem que observa, assim como os instrumentos são descritos em movimento sem as pessoas e estas, associadas a coisas na imagem por um paralelismo impróprio. Acrescenta-se a isso o artifício revisto em pessoas que gritam, descritas num único instante do seu ser. A narrativa termina por contemplar três dimensões: a participação do personagem-enunciador naquele ambiente do carnaval, a gramática e o estilo da enunciação.
(...)
A gramática reforça o sentido da parte de duas maneiras: primeiro, a ordem indireta, a ação carnavalesca toma a primazia na oração – o gritar- e depois, quem o faz, assim como o rufar dos tambores e o zabumbar dos bombos. Auxilia-nos outro detalhe à aplicação do estilo: no plano real, à vista do narrador-personagem, são os foliões que praticam o ato de tocar os instrumentos; as coisas não se tocam sozinhas; porém, no plano textual ocorre a ambiguidade de tambores e bombos serem sujeitos ou objetos de um sujeito indeterminado. Abarca-se a aplicação da literatura como ruptura entre o pensamento e a linguagem.
(...)
Os tambores e os bombos podem ser percebidos como sujeitos, pois os sons pertencem a eles. Zabumbar: “causar abalo ou perturbação dos sentidos (verbo intransitivo) e rufar; “produzir rufo (verbo intransitivo). Há um falso paralelismo na contradição de que as coisas (que no plano fantástico da linguagem podem ser agentes), pelo menos, não o podem junto às pessoas. Neste fazer literário, o narrador torna isto um fato um traço estrutural, na cadência da simetria. Por outro lado, na última oração, onde certamente as pessoas são sujeitas, por força de estilo há também um desnível, se nas antecedentes os sujeitos forem indeterminados. Tudo isto reproduz a magia do animismo, com o diferencial carnavalesco da interseção das coisas com as pessoas. No caminho extralingüístico notamos que a experiência do carnaval não se narra ou não se emprega sob a ótica do realismo comum, mas está de encontro a uma linguagem discursiva, natural, pois transforma a objetividade das coisas em realismo mágico.
(...)
Fragmento retirado da monografia "Interseções de frações na fantasia da literatura e do carnaval de um eu na multidão".
domingo, 4 de setembro de 2011
Gente Bamba, 1937, Synval Silva
Ouça um samba de Synval Silva "Gente Bamba" sobre as escolas de samba. Segue a mesma linha de músicas, como as de Noel e Ismael, que cantam o próprio samba. Tudo isso oferece uma grande pesquisa sobre a essência do carnaval. Reflita!
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